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Nem sempre, nem sempre.
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Université Sorbonne Nouvelle Paris 3
20, 21 et 22 janvier 2011
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Na oficina. Dicionário imperfeito. O chapéu das fita a voar. Agustina Bessa-Luís.
Os livros impróprios: o autobiográfico e a série como processo de re-leitura.
Não há post que aguente isto. Mas era bom que eu já o tivesse escrito.
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ESTRAGON: Enquanto esperamos podemos tentar conversar calmamente, já que somos incapazes de ficar calados.
VLADIMIR: Tens razão, somos inesgotáveis.
ESTRAGON: É para não pensarmos.
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idem idem aspas aspas
*
Joanna Newsom, Have one on me
Bonnie Prince Billy & The Cairo Gang, The wonder show of the world
Isobel Campbell & Mark Lanegan, Hawk
Robert Wyatt, For the ghosts within
Eels, Tomorrow morning
Eels, End times
Beach House, Teen Dream
*
Carlos do Carmo & Bernardo Sassetti, Carlos do Carmo Bernardo Sassetti
António Zambujo, Guia
Márcia, Dá
Lokua Kanza, Nkolo
Lula Pena, Trouvadour
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Ouvidos em 2010 (alguns serão de 2009 ou até antes, mas não sou júri nem nada, certo?).
Martina Jankova, Haydn songs: recollection
Amy Dickson, Glass & Tavener & Nyman
Patrícia Petibon, Rosso: italian baroque árias
Carl Philipp Emanuel Bach, Concerti a flauto traverso obligato II, Alexis Kossenko
Bach, Goldberg, Catrin Finch
Blasco de Nebra, Piano sonatas, Javier Perianes
Bach, Sonatas 1027-1029, chorals & trios, Bruno Cocset
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Keith Jarrett & Charlie Haden, Jasmine
Brad Mehldau & Anne Sofie Von Otter, Love songs
Jason Moran, Ten
Mário Laginha, Mongrel Chopin
Kurt Elling, Dedicated to you
Charles Lloyd, Mirror
Christopher O’Riley, Second grace: the music of Nick Drake
Bill Charlap & Renee Rosnes, Double portrait
Stefano Bollani, Stone in the water
Ralph Towner & Paolo Fresu, Chiaroscuro
Winton Marsalis, Vitoria suite
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O laço branco, Michael Haneke
Eu sou o amor, Luca Guadagnino
Dos homens e dos deuses, Xavier Beauvais
Um lugar para viver, Sam Mendes
Whatever works, Woody Allen
Um homem sério, Coen
Shuter Island, Martin Scorsese
Um homem simples, Tom Ford
Greenberg, Noah Baumbach
O escritor fantasma, Roman Polanski
O americano, Anton Curbjin
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É qualquer coisa como isto, o que queremos. A incerteza é uma conselheira sábia, pede discernimento e isso protege-nos da alucinação da nossa verdade. Qualquer coisa como isto: o lusco-fusco do nosso desejo em negociação com a realidade do mundo.
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É qualquer coisa como isto, o que queremos.
Driving Miss Laura # 32
Pré-publicação de Testamento Vital, de Laura Ferreira dos Santos, no Público de hoje. Dia 13 nas livrarias.
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Aprender com os melhores. O segundo cd é dos encontros de Carlos Paredes com outros nomes ilustres. O último no alinhamento é com Charlie Haden. Longo encontro, um magnífico e superlativo desastre. Cada um a tentar sair do seu reduto, cada um a falhar para o seu lado. Paredes até roça a bossa nova, Haden roça aquela coisa esquisita e excitante a que lhe devia soar a guitarra portuguesa. Convém recordar Sartre: o jazz é para consumir no local, como as bananas. A imagem não é das melhores, mas a ideia percebe-se. Executou-se no local um gesto político corajoso. Hoje resta a música. Esta lição comovente de algumas fronteiras intransponíveis na figura dos seus maiores. Não há Paredes & Haden. Salvé grande Carlos Paredes. Ponto. Salvé grande Charlie Haden. Ponto. ( Sim, claro, é por isso: magnífico e superlativo desastre, a vida. What else?).30
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Driving Miss Laura # 31
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Quase nocturno
A cabeça rápida nas coisas que há
para fazer. O nevoeiro lá fora é apenas
o nevoeiro lá fora. Desço
a persiana de volta ao que a cabeça manda.
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a cabeça lúcida rápida nas coisas que há
para fazer o nevoeiro lá fora é apenas
o nevoeiro lá fora olhá-lo desacelera
vejo grandemente o nevoeiro desço
a persiana de volta ao que a cabeça manda
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momento alberto caeiro (na esquina com álvaro de campos)
a minha cabeça está lúcida rápida nas coisas que há para fazer
o nevoeiro lá fora é apenas o nevoeiro lá fora
olhar o nevoeiro desacelera a cabeça
vejo grandemente o nevoeiro lá fora
desço a persiana e volto triste lúcido rápido ao que a cabeça manda
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1.
Rei Édipo, Sófocles;
Hamlet, Shakespeare;
À espera de Godot, Beckett;
Caderno de memórias coloniais, Isabela Figueiredo;
O chão dos pardais, Dulce Maria Rebelo;
O Senhor Breton, Gonçalo M. Tavares.
2.
Caderno afegão, Alexandra Lucas Coelho;
Nenhum olhar, José Luís Peixoto;
Aprender a rezar na era da técnica, Gonçalo M. Tavares;
o nosso reino, valter hugo mãe;
o remorso de baltazar serapião, valter hugo mãe;
o apocalipse dos trabalhadores, valter hugo mãe;
a máquina de fazer espanhóis, valter hugo mãe;
Medeia, Eurípedes;
Desmesura. Exercício com Medeia, Hélia Correia;
Medeia, Mário Cláudio
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Dear DR. LUIS MOURAO,
The run up to Christmas was even more hectic than usual this year - the not-so-nice side of the snowy landscape we enjoyed in England in December- and so the email I intended to write before Christmas did not materialise, but I didn't want to allow 2010 to end without sending you all an enormous THANK YOU for having supported us through the release of all the recordings we made of the Bach Cantata Pilgrimage, ten years after the tour and five years after the first release. It really meant so much to John Eliot, myself, and all the musicians who took part in this millennial adventure that so many bought into the idea and wanted to collect the CDs, and it is a good feeling to "turn the page" on the BCP and look to the future and many more Bach recordings still to come.
We haven't forgotten the promise to record the Ascension Cantatas - which we are struggling to schedule at the moment but will definitely come - and we are still in discussions to acquire the cantatas released on Deutsche Grammophon (although probably most of you will already own them....), but for the time being I can announce that this spring we shall be releasing a live recording of the St. John Passion recorded in the Königslutter Dom in 2003, with Mark Padmore as the Evangelist and many of the BCP main soloists as well as Bernarda Fink. We are also planning to record the Motets in the autumn, which will be released the following year.
An email from me would not be the same without some "boring" stuff, but I thought I would confirm that, although your subscription is now complete, as a BCP subscriber we will continue to offer you a discounted price and priority ordering on our future Bach recordings, and I shall email you before each release with more boring bits on how to go about it!
In the meantime I would like to send you our very best wishes for a wonderful New Year full of music and joy!
Isabella Gardiner
www.solideogloria.co.uk
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tens uma esferográfica preta?
semi-borrona.
não, normal.
normal não tenho quase nada, por estes dias.
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Ainda, e sempre, o vento lá fora.
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O conhecimento que importa devolve-nos ao mundo como estrangeiros.
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Ainda
Reprise # 25
"Acrescento: entre o último poema escrito
e o que se segue, todo o cuidado é pouco."
Companhia nocturna # 84
Reprise # 24
Reprise # 23
Há duas etapas na tua vida: primeiro és um ser vivo, depois um sobrevivente.
Reprise # 22
trabalho de luto # 11
Houve uma história que o Ademar contou, era o resumo talvez de um romance, talvez de um filme, em todo o caso era uma história de exemplo. Dois homens que se conheciam já bem depois das eternas amizades adolescentes, que se acompanhavam em longas e silenciosas caçadas. Uma amizade masculina sem confissões, sem construção de memórias, sem consolo para o futuro.
Foi esse o arquétipo. Contudo, nenhuma das razões que subjazem a esta amizade tão perfeitamente romanesca foram as nossas razões. Não éramos avessos à confissão, à importância crucial e por vezes cruel da memória, à necessidade de consolo — apenas tínhamos outros interlocutores para essa parte da vida. Cada família tem os seus equilíbrios, e por acordo tácito o lugar da nossa amizade foi fundado nessa espécie de silêncio com que se percorrem alguns espaços do mundo. Tanto faz que sejam os grandes espaços em que se procura a caça, como na história de exemplo, ou o pequeno campo e a eira em que jogávamos futebol, como de facto aconteceu connosco. Breve que fosse o jogo, era sempre esse longo olhar que pousamos sobre o mundo, e onde tudo repetidamente acontece pela primeira vez: a força e o cansaço, a paragem e a corrida, o instinto e a inteligência. E sempre, o princípio e o fim.
Futebol inteiro, era assim que dizíamos.
muito trabalho, muitas idas e vindas, muita música # 2
muito trabalho, muitas idas e vindas, muita música # 1
bloco-notas # 17
bloco-notas # 16
Um dia terei feito as contas à vida.
Mas julgo que muito se passou atrás das costas.
Há muito que fugi pelas escadas curvas
Que há sempre nas traseiras do rigor.
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Não há uma ciência para o mundo e as suas tarefas
*
Miguel Cardoso, Que se diga que vi como a faca corta
Driving Miss Laura # 29
Marcadores: Laura Ferreira dos Santos |
Mundo vivo
Uma avalanche de narrativas
Partir
bloco-notas # 15
A vida com árvores # 11
A árvore acumula
Tempo
Mas sem nostalgia
[Alberto de Lacerda, O pajem formidável dos indícios]
bloco-notas # 14
Uma viagem à Índia # 1
Lloyd Cole goes la la la
Cadernos de Gonçalo M. Tavares | 27
Vamos ter que atravessar o óbvio: um livro de livros e da literatura toda que os livros fazem e imaginam para além deles. É nestas alturas que um gajo gostava de ter uma reputação qualquer que pudesse apostar: este é um dos tais
Hora de fecho
Reprise # 21
No limite de cada um há um absoluto que vale para o todo, porque o preço que cada um paga é de facto absoluto e irreversível.
Kurt Elling # 2
esta terra não está feita para nós (Ruy Belo) — esta música sim
Kurt Elling
PS: é impressão minha, ou ninguém por cá falou disto?










































