É por dentro da noite que esse momento chega. A solidão de um homem encostado a uma parede no escuro, sangrando devagar até morrer. Ao longe essa música tão de outra vida. Que ele ouve cada vez mais nítida, mais contígua à parede em que repousa. Próxima da harmonia de que tem uma memória vaga. Alegre e irónica de um modo tão desinteressado e alheio. Essa música, diria ele, se tivesse ainda palavras.
Companhia nocturna # 2
Luís Mourão
10.3.08 |
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